Tipo de selo mecânico
Selo mecânico simples, não balanceado, de fole elastomérico rotativo, com mola helicoidal única e rotação independente do sentido de giro.
Ficha técnica
Selo mecânico MG1 — modelo utilizado em bombas centrífugas e equipamentos industriais compatíveis. Disponível em diversas medidas com faces e elastômeros configuráveis conforme a aplicação.

Modelo MG1
Selo mecânico MG1 — modelo utilizado em bombas centrífugas e equipamentos industriais compatíveis. Disponível em diversas medidas com faces e elastômeros configuráveis conforme a aplicação.
02 — Descrição técnica
Selo mecânico simples, não balanceado, de fole elastomérico rotativo, com mola helicoidal única e rotação independente do sentido de giro.
Face rotativa em carvão, silício ou tungstênio unida ao eixo por um fole em elastômero de cauda padrão (comprimento base l1); mola helicoidal externa ao fole; sede estacionária no bocal; componentes metálicos em aço inoxidável.
A vedação primária ocorre pelo contato axial entre a face rotativa e a sede estacionária. A mola mantém a pressão de contato constante e compensa o desgaste natural e pequenos desalinhamentos durante a operação. O fole elastomérico veda o eixo de forma estática — ele acompanha o movimento axial da face sem deslizar sobre o eixo, o que evita o desgaste por fretting e reduz o risco de travamento por incrustações.
Bombas centrífugas, misturadores, agitadores e demais equipamentos rotativos industriais compatíveis com a configuração do modelo.
Construção compacta, montagem simples, proteção do eixo ao longo de todo o comprimento do selo, ampla intercambiabilidade e disponibilidade em diversas medidas de eixo e combinações de faces/elastômeros.
03 — Galeria
Fotos reais organizadas por combinação de faces. Cada grupo comporta 4 fotos.












04 — Desenho técnico

05 — Tabela de medidas
Consulte a especificação completa. Dimensões e códigos internos serão publicados conforme validação técnica.
| Medida do eixo | Código | Dimensões | Desenho | Ação |
|---|---|---|---|---|
| 10 mm | A definir | A definir | A definir | Ver ficha → |
| 12 mm | A definir | A definir | A definir | Ver ficha → |
| 14 mm | A definir | A definir | A definir | Ver ficha → |
| 16 mm | A definir | A definir | A definir | Ver ficha → |
| 18 mm | A definir | A definir | A definir | Ver ficha → |
| 20 mm | A definir | A definir | A definir | Ver ficha → |
| 22 mm | A definir | A definir | A definir | Ver ficha → |
| 24 mm | A definir | A definir | A definir | Ver ficha → |
| 25 mm | A definir | A definir | A definir | Ver ficha → |
| 28 mm | A definir | A definir | A definir | Ver ficha → |
| 30 mm | A definir | A definir | A definir | Ver ficha → |
| 32 mm | A definir | A definir | A definir | Ver ficha → |
| 35 mm | A definir | A definir | A definir | Ver ficha → |
| 38 mm | A definir | A definir | A definir | Ver ficha → |
| 40 mm | A definir | A definir | A definir | Ver ficha → |
| 43 mm | A definir | A definir | A definir | Ver ficha → |
| 45 mm | A definir | A definir | A definir | Ver ficha → |
| 48 mm | A definir | A definir | A definir | Ver ficha → |
| 50 mm | A definir | A definir | A definir | Ver ficha → |
| 55 mm | A definir | A definir | A definir | Ver ficha → |
| 60 mm | A definir | A definir | A definir | Ver ficha → |
| 65 mm | A definir | A definir | A definir | Ver ficha → |
| 70 mm | A definir | A definir | A definir | Ver ficha → |
| 75 mm | A definir | A definir | A definir | Ver ficha → |
| 80 mm | A definir | A definir | A definir | Ver ficha → |
| 85 mm | A definir | A definir | A definir | Ver ficha → |
| 90 mm | A definir | A definir | A definir | Ver ficha → |
| 95 mm | A definir | A definir | A definir | Ver ficha → |
| 100 mm | A definir | A definir | A definir | Ver ficha → |
06 — Características
| Modelo | MG1 |
|---|---|
| Tipo | Simples, não balanceado |
| Sentido de rotação | Independente (bidirecional) |
| Tipo de mola | Mola helicoidal única, externa ao fole |
| Tipo de vedação secundária | Fole elastomérico rotativo (vedação estática sobre o eixo) |
| Vedação da sede | O-ring estático (sede na câmara/bocal) |
| Família | MG (série MG1 / MG12 / MG13) — mesma construção, cauda do fole com comprimentos diferentes |
| Observações | Especificação final depende de fluido, temperatura, pressão, rotação e materiais escolhidos. |
| Comprimento do fole | Cauda padrão (l1) — compatível com sedes G4 e G9 |
07 — Materiais / Faces















08 — Elastômeros
09 — Aplicações
Bombas centrífugas
Saneamento
Mineração
Papel e celulose
Indústria química
Irrigação
Alimentos e bebidas
Processos industriais
Observação: a aplicação depende dos materiais selecionados e das condições reais de operação.
10 — Instalação
Passo a passo geral. A sequência exata pode variar conforme o cabeçote do equipamento — consulte a equipe técnica em casos específicos.
11 — Manutenção
O que observar durante a operação para saber a hora certa de substituir o selo.
13 — FAQ
14 — Relacionados
15 — Orçamento
Preencha os campos e nossa equipe técnica retornará com a especificação correta.
O selo mecânico MG1 é o modelo de vedação axial mais difundido no Brasil para bombas centrífugas e equipamentos rotativos de porte pequeno e médio. É um selo simples, não balanceado, de fole elastomérico rotativo, com mola helicoidal única e rotação independente do sentido de giro. Sua ampla intercambiabilidade e disponibilidade em dezenas de medidas o tornaram um padrão de mercado — presente em bombas de água, esgoto, química leve, alimentícia, sucroalcooleira e em muitas linhas industriais nacionais e importadas.
O código MG1 foi consagrado por um dos maiores fabricantes mundiais de vedações industriais e virou nome genérico no mercado — assim como acontece com o gilette ou o durepox. Hoje, quando um comprador pede um MG1, ele está pedindo um selo de arquitetura muito específica: mola helicoidal única, elemento rotativo com fole em elastômero envolvendo o eixo, sede estacionária alojada no bocal, sentido de rotação livre.
Essa padronização abriu caminho para que dezenas de fabricantes produzissem selos totalmente intercambiáveis dimensional e funcionalmente com o MG1 original. Nas oficinas de manutenção industrial brasileiras, é raro encontrar uma bomba centrífuga de baixa/média pressão que não use algum derivado dessa família — seja MG1, seja um dos seus parentes próximos MG12 e MG13.
O princípio de vedação do MG1 é o mesmo de qualquer selo mecânico axial: duas faces perfeitamente lapidadas — uma girando com o eixo, outra estacionária no corpo do equipamento — são pressionadas uma contra a outra por uma mola. Entre elas se forma um filme líquido de espessura micrométrica que veda o fluido bombeado impedindo o vazamento pelo eixo.
No MG1, essa pressão de contato é gerada por uma mola helicoidal única, montada externamente ao fole. O fole em elastômero une a face rotativa ao eixo: ele não desliza sobre o eixo (vedação estática), apenas se flexiona axialmente para acomodar desgaste das faces, dilatação térmica e pequenos desalinhamentos — sem o atrito e o risco de fretting que um o-ring deslizante teria.
Um selo MG1 completo é composto por seis grupos de componentes, todos dimensionalmente padronizados dentro da série MG:
O que torna o selo mecânico MG1 tecnicamente superior a uma gaxeta é a formação de um filme lubrificante entre as duas faces. Esse filme, com espessura da ordem de 0,25 a 1 µm, transporta calor para fora da interface e reduz o atrito ao mínimo, permitindo operação prolongada com desgaste desprezível.
Quando o filme é rompido — por operação a seco, cavitação severa, sólidos entre as faces ou pressão fora da faixa nominal — o desgaste acelera, gera calor, danifica o elastômero e o selo falha rapidamente. Por isso, todo projeto de aplicação de um MG1 precisa garantir três coisas: fluido limpo entre as faces, pressão dentro da faixa admissível e ausência de operação a seco.
O MG1 é fornecido em componentes separados (não é cartucho), o que exige montagem cuidadosa. As três configurações mais comuns nas bombas nacionais são:
As razões pelas quais o MG1 se tornou o padrão do mercado brasileiro estão ligadas a uma combinação difícil de bater: preço acessível, disponibilidade nacional e intercambiabilidade real entre marcas.
Os três modelos partilham exatamente a mesma arquitetura de vedação: fole elastomérico rotativo, mola helicoidal única, sede estacionária. Não há diferença no princípio de vedação entre eles — a diferença é apenas o comprimento da cauda do fole, usado para adequar o comprimento total de montagem (l1) à sede escolhida, conforme a norma EN 12756:
Selos falsificados ou de baixa qualidade circulam no mercado. Para verificar se o MG1 que você está comprando cumpre a especificação, observe:
Os selos MG1, MG12 e MG13 seguem as dimensões da norma europeia EN 12756 (antiga DIN 24960), que padroniza medidas de eixo, comprimento de trabalho L1 e cotas de alojamento da sede. Isso significa que qualquer selo produzido dentro dessa norma — de qualquer fabricante mundial — cabe fisicamente em qualquer bomba projetada para essa norma.
Na prática, é essa padronização que permite substituir um selo Burgmann MG1 por um equivalente nacional sem trocar o cabeçote da bomba. É também o que garante que o MG12 e o MG13 sejam intercambiáveis com o MG1 nas mesmas medidas de eixo, alterando apenas o comprimento da cauda do fole conforme a sede utilizada.
MG1, MG12 e MG13 usam exatamente a mesma arquitetura: fole elastomérico rotativo (vedação secundária estática sobre o eixo, sem deslizamento), mola helicoidal única e sede estacionária. A única diferença entre os três é o comprimento da cauda do fole, que define qual sede (G4, G9, G6 ou G60) o modelo acompanha conforme a norma EN 12756.
| Critério | MG1 | MG12 | MG13 |
|---|---|---|---|
| Princípio de vedação | Fole elastomérico rotativo com mola helicoidal única — vedação estática sobre o eixo, sem deslizamento. | Mesma construção do MG1: fole elastomérico + mola helicoidal única. | Mesma construção do MG1: fole elastomérico + mola helicoidal única. |
| Comprimento do fole (L1) | Cauda padrão (l1) — sedes G4 ou G9. Configuração mais comum e mais econômica. | Cauda estendida (l1k) — sedes G6 ou G60, para cabeçotes que exigem maior comprimento de montagem. | Cauda longa (l1N) — sedes G6 ou G60, para bocais mais profundos. |
| Norma EN 12756 | Sim — dimensões conforme EN 12756, comprimento l1. | Sim — segue EN 12756, comprimento l1k. | Sim — segue EN 12756, comprimento l1N. |
| Vedação secundária | Fole elastomérico — não desliza sobre o eixo. | Fole elastomérico — não desliza sobre o eixo. | Fole elastomérico — não desliza sobre o eixo. |
| Tolerância a incrustações | Boa — o fole não desliza sobre o eixo, reduzindo o risco de travamento. | Boa — mesma vedação por fole do MG1. | Boa — mesma vedação por fole, cauda adequada a bocais profundos. |
| Fluidos recomendados | Água limpa, água quente, condensado, óleos leves, químicos compatíveis. | Mesmos fluidos do MG1 — escolha definida pela sede G6/G60 do cabeçote. | Mesmos fluidos do MG1 — escolha definida pelo bocal mais profundo do cabeçote. |
| Setores típicos | Saneamento, HVAC, indústria química leve, alimentícia. | Mesmos setores do MG1, em cabeçotes com sede G6 ou G60. | Mesmos setores do MG1, em cabeçotes com bocal mais profundo. |
Selo Mecânico MG12
Variante com o-ring alojado — mola isolada do fluido.
Selo Mecânico MG13
Variante com fole em elastômero — imune a incrustações.
RMG12 (água quente)
Variante hidrotérmica até 140 °C.
Sedes G4, G6, G9, G50, G60, G606
Alternativas de sede estacionária.
Especificações técnicas completas
Faixas, códigos e tabela dimensional.
Certificações FDA/WRAS/KTW
Aprovações para água potável e alimentos.
Materiais das faces
Carvão, SiC e WC — quando usar cada um.
Elastômeros
NBR, EPDM, FKM e HNBR.
Norma EN 12756
Padrão dimensional que garante intercambiabilidade.